domingo, 18 de janeiro de 2009

Blues do amor amargo

Eu disse tudo que eu tinha pra dizer
Eu disse tudo
Tudo que eu tinha pra dizer
Eu disse

Tentei escrever uma canção despretenciosa pra você
Mas não deu,
e já que acabou
não tenho nada pra falar do nosso amor.

Melancolia é um negócio irritante
Você pensa, pensa, pensa e num instante
Tá de saco cheio e com vontade de morrer

O amor é um estado interessante
A boca seca , o olhar é mais brilhante
E o tempo para em função de corpos nus
Mas quando morre
o amor não deixa nada
além da alma derrotada
e a vontade de cantar um blues.

Mutação emocional

Quem sou eu ?


Sou criança mimada
pelos avós estragada
Mistura interessante ,
Hipocondríaca por parte de pai
Desbocada por parte de mãe.

De TPM sou o demônio,
e solidão me deixa mal
nao sou caso de manicômio
mas nem de longe sou normal.

Bem resumido: Sou mutante
em constante mutação emocional.

Virtuoso suburbano

Num surto leviano,
me sentei ao piano
E fiz música incidental
enquanto mediam minha pressão arterial.

Num momento crítico,
Compus um samba analítico
Que cantei com toda elegância
enquanto esperava pela ambulância.

Num lapso derradeiro,
deitado no chão do banheiro
Me ocorreu uma marchinha de carnaval
que ensaiei a caminho do hospital.

Num instante atroz,
pouco antes de perder a voz
Me consumi cantando um blues
Enquanto morria na fila do SUS.

Um bilhete na estante

Meu coração guarda a lembrança
Do sonho que na manhã se desfez,
Mas guardo comigo a esperança
de ser feliz outra vez.

Ainda te espero voltar do passado
saído de uma fotografia
que enfeita um canto empueirado
da minha vida vazia.

Chame de exagero, de pieguice
de dramalhão mexicano ou cafonice,
chame do que bem entender.
Digo apenas o que sinto
Nao tenho mais nada a perder.

Parte de mim já se perdeu
num passado frio e distante
Quando num bilhete deixado na estante
Você, sutilmente, escreveu:
"Sinto muito,fiz o que pude...mas nosso amor morreu."

Hibridismo

Sou um ser híbrido, meio isso, meio aquilo.
Sou uma mistura de medo com coragem desvairada.

Sou meio mulher,meio macaca.
Meio santa ,meio safada
Num pedaço de carne uma alma esnterrada
Tenho muito amor pra dar e sou mal amada.

Sou um ser híbrido, um mutante emocional.
Meio contida, meio explosiva,
Sou fria e sou passional.

Metade de mim é só descrença,
Metade de mim é pura esperança,
Metade de mim viveu cinco mil anos,
Metade de mim ainda é criança.

Meio isso e meio aquilo,
Sou demônio e sou divindade,
Sou luxúria e castidade,
Mentindo eu falo a verdade.

Híbrida, trangênica, mutante,
Mistura de tudo que vivi
Tenho um pouco de todos que amei
Tenho muito de todos que perdi.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Qual a parte que me cabe?

Qual é meu papel nessa história? Mocinha ou bandida? Protagonista ou coadjuvante?

Qual meu lugar nessa casa? Propritária ou inquilina?

Qual parte dele me pertence? O corpo ou o coração?


Mocinha, protagonista, corpo e coração. Já escolhi as melhores respostas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Bloqueio.

Ainda continuo sem vontade de escrever.
Qualquer dia desses eu volto.